Os profissionais de vendas e marketing lideram o uso corporativo dos aparelhos, seguidos pelos executivos, segundo pesquisa da Navita.

Pesquisa recém divulgada pela Navita, ouvindo 204 líderes de TI entre fevereiro e junho de 2013, traz resultados curiosos sobre o uso de tablets nas empresas brasileiras, contrários estudos de outras empresas, divulgados no fim de 2012.

De acordo com o estudo “A Maturidade do Mercado Brasileiro de Mobilidade e Telecom”, da Navita (gráfico abaixo), os profissionais de Vendas e Marketing são os maiores usuários de tablets nas grandes empresas com atuação no país (40%), seguidos pelos executivos (28%) e profissionais de áreas técnicas (18%). O oposto do apontado em pesquisa da Associação Brasileira de e-business, realizada em dezembro de 2012 com 230 profissionais da área de tecnologia da informação, que afirmava que fornecer tablets para altos executivos era quase regra entre as empresas pesquisadas: 81% davam o dispositivo a diretores e presidentes, pouco mais da metade (51%) para gerentes e 21%, para cargos operacionais.

As duas pesquisa, no entanto, comprovam que o uso de tablets corporativamente se deu a partir da necessidade de mais agilidade no transporte de informações corporativas, aliadas a uma maior facilidade na leitura de e-mails, acompanhamento dos processos, realização de anotações durante reuniões ou mesmo para apresentações, principalmente quando os profissionais encontram-se fora do escritório.

O estudo da Navita ressalta, no entanto, que em várias situações as empresas entregaram tablets para seus colaboradores sem uma estratégia de aplicativos, sejam eles utilitários, de produtividade ou corporativos. O resultado disso foi uma enorme subutilização, já que muitos funcionários já usavam seus smartphones para ler e responder e-mails e acabavam usando o tablet apenas para navegação e esporadicamente.

O uso de tablet corporativamente está diretamente ligado a aplicativos móveis de uso corporativo, explica Roberto Dariva, CEO da Navita. Em muitas empresas, o desenvolvimento de aplicativos para mobilizar as aprovações corporativas (workflow) e os pedidos de compras foram as primeiras aplicações desenvolvidas. Mas falta planejamento para o desenvolvimento de outros aplicativos corporativos, bem como para suporte e gestão, dos mesmos.

Segundo Dariva, as empresas precisam mapear e saber quais apps estão sendo utilizados por seus funcionários e se os apps de controle e gestão foram desinstalados. Precisam também de ferramentas e processos que apóiem a instalação inicial e suas diversas atualizações, sem que o usuário precise se envolver tanto no processo.

As lojas privadas de aplicativos corporativos são fundamentais para essa gestão. Mas poucas empresas já despertaram para essa necessidade. “Por exemplo, poucos têm consciência de que quando os aplicativos são instalados via loja privada, é possível evitar problemas como a expiração de certificados, que acontece após um ano em alguns sistemas operacionais, como o iOS”, explica Dariva. “Se o aplicativo não tiver sido instalado via loja privada, após este período, todos devem ser instalados novamente, gerando custos de suporte e eventuais aborrecimentos dos usuários”.

Link: http://cio.uol.com.br/noticias/2013/08/12/tablets-sao-usados-em-maior-numero-por-profissionais-com-cargos-operacionais/

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